Mário Pereira  ·  Fisioterapeuta  ·  Cédula profissional OF 6744 Consultas  ·  Parque das Nações, Lisboa  ·  Online
Mário Pereira fisioterapeuta
Problemas de coluna

O que costumo atender, explicado de fio a pavio.

Cada uma destas situações tem uma página só dela. Não é um resumo de dicionário médico — é a explicação que eu daria a alguém sentado à minha frente, com o padrão típico, o que costuma agravar, o que costuma aliviar e o que se pode esperar.

Escolha a que lhe soar mais próxima. Se nenhuma soar, mande-me na mesma uma mensagem — nem tudo cabe em quatro caixas.

Modelo anatómico da coluna vertebral, segurado por Mário Pereira em primeiro plano.
A mais frequente no meu dia a dia

"Obstrução mecânica"

Dor que muda de sítio e de intensidade conforme a posição, com exames que não mostram nada de decisivo. A hipótese é que algo fique entalado dentro das facetas articulares — um fragmento de cartilagem ou uma dobra da própria cápsula. É o nome que uso para explicar este padrão aos meus pacientes — não é um diagnóstico fechado, é um modelo que descreve bem o que se observa e que aponta o tratamento na direção certa.

Frase que ouço muitas vezes

“Uns dias estou bem, outros nem consigo calçar os sapatos. E nos exames não aparece nada.”

Ler sobre a obstrução mecânica
Com ou sem dor na perna

Hérnia de disco

Ter uma hérnia no exame e ter dor causada por essa hérnia são duas coisas diferentes. Quando o disco está mesmo a irritar a raiz do nervo, o quadro tem um desenho reconhecível — e a maioria destes casos melhora sem cirurgia.

Frase que ouço muitas vezes

“Disseram-me que tenho uma hérnia e que mais tarde ou mais cedo vou ter de operar.”

Ler sobre a hérnia de disco
Mais comum a partir dos 60 anos

Estenose da coluna

O canal por onde passam os nervos fica mais estreito e, em certas posições, deixa menos espaço. O padrão é muito característico: anda uma certa distância, as pernas pesam, e o alívio vem ao sentar-se ou ao inclinar-se para a frente.

Frase que ouço muitas vezes

“Antes dava a volta ao parque. Agora tenho de parar duas vezes no caminho para o café.”

Ler sobre a estenose
Recuperação e regresso à vida normal

Depois de uma cirurgia à coluna

A cirurgia resolve um problema estrutural concreto, mas não devolve sozinha a confiança para se mexer. O trabalho é progressivo: recuperar amplitude, reconstruir força, e ir provando ao seu corpo que o movimento voltou a ser seguro.

Frase que ouço muitas vezes

“Já não tenho dor, mas tenho medo de me baixar. Ninguém me disse até onde posso ir.”

Ler sobre a recuperação
Sinais que não podem esperar por uma marcação

Nada nesta página substitui uma avaliação com um profissional de saúde. E há situações em que nem sequer é caso para fisioterapia:

é caso para atendimento médico urgente, no próprio dia.

Na coluna, em geral
Dor forte que não alivia em nenhuma posição e que piora de dia para dia
Perda de sensibilidade que piora de dia para dia, numa perna ou num braço
Febre, sem nenhuma infeção conhecida que a explique
Perda de peso sem explicação — cerca de 10% do peso em seis meses, sem dieta nem exercício que a justifiquem
Quando a origem é na lombar
Podem indicar síndrome da cauda equina.
Dormência ou alteração de sensibilidade em toda a zona que a roupa interior cobre — genitais, períneo e parte interna das coxas
Deixar de conseguir segurar a urina ou as fezes
Ou exatamente o oposto: deixar de conseguir urinar ou evacuar
Perda de força numa perna, sobretudo se estiver a agravar
Quando a origem é no pescoço
Podem indicar mielopatia cervical.
Alteração da marcha que apareceu de repente — sensação de andar como se estivesse embriagado
Perder a força ou a sensação de repente e deixar cair da mão objetos leves
Ir perdendo mobilidade do braço de um dia para o outro
Falta de jeito nova em movimentos finos: abotoar, escrever, apanhar moedas
Nestes casos o caminho é só um: serviço de urgência.

Uma consulta médica no próprio dia, o mais depressa possível, com neurocirurgia ou ortopedia de coluna.

Não é caso para fisioterapia, nem para qualquer outro profissional de saúde.

E não é caso para esperar para ver se melhora. Aqui, o tempo é o que mais pesa no resultado: quanto mais depressa for visto por um médico, melhor.

Ver todos os sinais, por zona, e o que fazer em cada caso
Se nenhuma soar

Nem tudo cabe em quatro caixas.

Se o que sente não se parece com nenhuma destas, escreva-me na mesma. A conversa inicial serve precisamente para perceber o que se passa consigo — e é gratuita.