Sou o Mário Pereira, fisioterapeuta dedicado à coluna. Quem faz a avaliação, quem faz o tratamento e quem responde às suas mensagens sou sempre eu — presencialmente no Parque das Nações, em Lisboa, ou online, onde quer que esteja.
Antes de marcar seja o que for, percorra esta página. A ideia é que saia daqui a perceber melhor o que se passa consigo — mesmo que nunca chegue a falar comigo.
Um estudo com 3369 adultos, com 53 anos em média. Entre quem tinha dor nas costas, 77,8% mostrava estas alterações. Entre quem não tinha dor nenhuma, 74,4% — praticamente o mesmo. Publicado em 2026 na revista médica JAMA.
Se já lhe disseram que tem desgaste, artrose, abaulamento, "bicos de papagaio" ou uma hérnia, provavelmente saiu da consulta a achar que a sua coluna está estragada. É uma conclusão razoável — e é a razão pela qual tanta gente passa anos com medo de se mexer.
Só que essas mesmas alterações aparecem em pessoas que nunca tiveram dor nenhuma. Ou seja: a imagem mostra como a sua coluna é, não o que ela está a fazer hoje. E é o que ela está a fazer hoje que provoca dor — que muda com a posição, com o movimento, com a hora do dia.
É precisamente isso que se avalia com o corpo à frente: como responde ao movimento, que direções aliviam, quais agravam. Nenhum exame de imagem responde a essa pergunta por si.
Abra a que lhe parecer mais próxima do que sente. Não serve para se autodiagnosticar — serve para perceber que aquilo que lhe acontece tem um padrão, e que esse padrão diz alguma coisa. Cada uma tem uma página só dela, com o assunto explicado do princípio ao fim.
É a forma como explico aos meus pacientes um padrão que vejo muitas vezes: dor que muda de sítio e de intensidade conforme a posição, sem nada de evidente no exame de imagem. A hipótese é esta: dentro das pequenas articulações da coluna — as facetas articulares — algo pode ficar comprimido em certas posições e libertar-se noutras. Esse algo tanto pode ser um pequeno fragmento de cartilagem solto lá dentro, como a própria cápsula da articulação, que se dobra para o interior e fica entalada quando o espaço aperta. Não é um diagnóstico fechado nem um nome reconhecido na literatura — é um modelo explicativo que uso porque descreve bem o que se observa e porque orienta o tratamento para a direção certa.
Perceber a obstrução mecânicaTer uma hérnia num exame de imagem e ter dor causada por essa hérnia são duas coisas muito diferentes.
Quando o disco está mesmo a irritar a raiz do nervo, o quadro tem um desenho reconhecível: dor que desce pela perna ou pelo braço num trajeto bem definido, muitas vezes com sensação de queimar ou de choque, e que pode vir acompanhada de formigueiro ou dormência. Pode ainda haver perda de força ou de sensibilidade. O primeiro objetivo do tratamento é fazer com que essa dor deixe de descer na direção do pé ou da mão e comece a deslocar-se para mais perto da coluna, subindo acima do joelho ou do cotovelo. Chama-se a isso centralização, e é o sinal mais positivo de que se está a ir pelo caminho certo: trazer a dor de volta à origem do problema.
Perceber a hérnia de discoO canal por onde passam os nervos fica mais estreito, e em certas posições reduz o espaço ainda mais. O padrão é muito característico: consegue andar uma distância curta, que com o tempo vai encurtando, e começa a sentir um grande peso ou cansaço nas pernas, ou no fundo das costas. O alívio chega muito depressa com algo simples — sentar-se, ou inclinar-se para a frente, como quem se debruça sobre o carrinho do supermercado. A primeira coisa que se tenta é ganhar espaço, para os nervos deixarem de estar comprimidos; só depois, com os sintomas mais calmos, se trabalha a tolerância à marcha, a mobilidade e a força.
Perceber a estenoseA cirurgia resolve um problema estrutural concreto, mas não devolve sozinha a confiança para se mexer. É frequente chegar aqui gente operada há meses ou anos, sem dor grave, mas com medo de dobrar, de pegar num neto ao colo, de voltar ao ginásio. O trabalho é progressivo e específico: recuperar amplitude, reconstruir força e ir provando ao seu sistema nervoso que o movimento voltou a ser seguro.
Perceber o pós-cirúrgicoNada nesta página substitui uma avaliação com um profissional de saúde. E há situações em que nem sequer é caso para fisioterapia:
é caso para atendimento médico urgente, no próprio dia.
Uma consulta médica no próprio dia, o mais depressa possível, com neurocirurgia ou ortopedia de coluna.
Não é caso para fisioterapia, nem para qualquer outro profissional de saúde.
E não é caso para esperar para ver se melhora. Aqui, o tempo é o que mais pesa no resultado: quanto mais depressa for visto por um médico, melhor.
Ver todos os sinais, por zona, e o que fazer em cada caso
Não há equipa a rodar, nem estagiário a dar continuidade, nem uma máquina onde se fica vinte minutos sem ninguém. Quem responde à sua mensagem, quem faz a avaliação, quem lhe explica o que encontrou e quem ajusta o plano na semana seguinte é sempre a mesma pessoa. Eu.
Trabalho quase exclusivamente com coluna e dor persistente, com formação contínua em avaliação e tratamento da coluna vertebral. A terapia manual entra quando ajuda a destravar alguma coisa — nunca é o centro. O centro é perceber se o movimento influencia o que sente, descobrir que movimento o alivia, e acima de tudo ensinar-lhe a usar essas posições e estratégias quando estiver por sua conta.
O objetivo declarado do meu trabalho é a sua autonomia — chegar ao ponto em que sabe gerir isto por sua conta e já não precisa de mim.
Conhecer o meu percursoNão lhe vou dar uma hora e um preço logo na primeira mensagem, porque o meu objetivo é perceber o que se passa consigo. Se concluir que não sou a pessoa certa para o seu caso, digo-lho na hora e indico-lhe o caminho.
Ela continua. Ficamos em contacto pelo WhatsApp, e é aí que se ajusta o que for preciso ajustar, sem ter de esperar pela próxima marcação.
Esta grelha atualiza-se sozinha a cada publicação nova no Instagram. É o sítio mais honesto para perceber como penso antes de decidir falar comigo.
Se a sua não estiver aqui, mande-ma pelo WhatsApp. Assim que puder, respondo.
Falar com o FT MárioAs duas coisas. Comece por me escrever pelo WhatsApp e a partir daí decidimos: pode continuar por mensagem, ou marcarmos uma chamada num momento que dê jeito aos dois. Por voz costuma ser mais fácil e bastante mais rápido — por escrito demoro naturalmente mais tempo a responder. A chamada é pelo próprio WhatsApp, sem custo para si além da internet que já usa.
Vale mais ter e não precisar do que precisar e não ter: se já os tiver, traga-os consigo. Ajudam, em caso de dúvida, a excluir coisas e a perceber o seu historial. Mas se não tiver nenhum, não vá procurar fazê-lo só por causa da consulta. Para a maioria das dores de coluna, o exame de imagem de rotina não é recomendado antes de a pessoa ser avaliada — e a razão prática é simples: o exame não muda a direção do tratamento. O que orienta o passo seguinte é a forma como você responde ao estímulo que está a ser dado.
Não. Em Portugal pode dirigir-se diretamente a um fisioterapeuta. Se durante a avaliação for encontrado algo que precise de ser visto pela urgência ou por um médico, eu digo-lho, explico-lhe o porquê, e ajudo a fazer esse encaminhamento.
Não lhe consigo dar um número honesto antes de o avaliar — e desconfie de quem lhe der um número fechado sem o ter visto primeiro. O que lhe posso dizer é como se decide: reavaliamos com frequência, e entre a primeira e a terceira consulta costuma já perceber-se se há ou não um caminho. Se ao fim dessas consultas não estivermos a ver mudanças, e se eu tiver esgotado o que tenho para lhe oferecer, digo-lho e indico-lhe outro caminho — em vez de deixar que continue a gastar tempo, dinheiro e deslocações por inércia.
Demoram, e em termos relativos posso dizer-lhe o que a experiência me mostra — sem que isto seja uma previsão para o seu caso, porque não existe forma honesta de a fazer. Aquilo a que chamo obstrução mecânica costuma responder mais depressa. Uma hérnia de disco tende a levar mais tempo. E a estenose da coluna é, pela natureza do problema, a que costuma exigir o acompanhamento mais longo. São ordens de grandeza diferentes, não prazos.
Não. As consultas vão-se afastando à medida que evolui, e isso é o próprio objetivo. Numa fase inicial podem ser mais próximas; depois passam a semanais, quinzenais, mensais — e há situações em que se chega a espaçar dois ou três meses, porque não faz sentido clínico estarem mais perto. A frequência ajusta-se à necessidade terapêutica, não a um pacote comprado à partida.
Uso terapia manual quando ela ajuda a desobstruir alguma coisa e a abrir espaço para o movimento. Mas entenda-a como aquilo que é: um facilitador temporário, nunca o centro do tratamento. Se o plano fosse só isso, ficaria totalmente dependente de mim — e o objetivo aqui é exatamente o contrário. Quero que se torne independente.
Para grande parte dos casos de coluna funciona bem, e a estrutura é a mesma da consulta presencial. Há o momento de perguntas — o que aconteceu, como começou, o que piora, o que melhora, como são os seus dias. E há exame físico, feito à distância: peço-lhe movimentos e posições específicas e você reporta-me o que sente em cada um, que é precisamente o que interessa avaliar. A única coisa que não se faz é terapia manual — mas até trabalho miofascial se consegue orientar com uma bola de ténis, um rolo ou uma toalha que tenha em casa. Se na nossa conversa inicial me parecer que o seu caso pede presencial, digo-lho antes de marcarmos seja o que for.
Envie-me uma mensagem a dizer o que sente e há quanto tempo está assim. Respondo-lhe com franqueza o que me parece mais indicado — incluindo se sou, ou não sou, uma boa opção para o seu caso, ou se faz mais sentido indicar-lhe outro profissional de saúde.
Falar com o FT MárioRespondo sempre — e, na maior parte das vezes, no próprio dia.