Não lhe vou dar uma hora e um preço logo na primeira mensagem, porque o meu objetivo é perceber o que se passa consigo. Se concluir que não sou a pessoa certa para o seu caso, digo-lho na hora e indico-lhe o caminho.
Se fizer sentido, explico-lhe as condições da consulta — e, se concordar, marcamos. Leva cinco a dez minutos, e esta página explica-lhe tudo o que acontece a seguir.
A primeira conversa é gratuita e não é uma consulta. Só se fala de valores quando houver uma consulta para marcar.Sete etapas, da primeira mensagem ao acompanhamento entre consultas. Nenhuma delas tem surpresas — é isto que acontece, e é por isso que está escrito.
Comece por me escrever pelo WhatsApp. A partir daí seguimos por mensagem, ou marcamos uma chamada — por voz costuma ser mais fácil e mais rápido, e combinamos um momento que dê jeito aos dois.
Quem fala consigo sou eu, não um assistente nem um formulário. Vou querer saber o que dói, onde, há quanto tempo, o que agrava, o que alivia, e o que já tentou até aqui.
Procuro também sinais que não possam esperar por uma marcação — perda de força, alterações a urinar ou a evacuar, dormência na zona que a roupa interior cobre, febre, ou dor que não alivia em nenhuma posição. Se encontrar algum, digo-lho de imediato, indico-lhe onde deve ir, e não marcamos nada.
Esta primeira conversa é gratuita, e continua a sê-lo depois: não é uma consulta, não substitui uma avaliação, e não fica nada em aberto para pagar. Há valor a pagar a partir do momento em que marcarmos uma consulta, e esse valor é-lhe dito por inteiro antes de marcar seja o que for.
Falar comigo primeiro é gratuito. Só se fala de valores quando houver uma consulta para marcar — e fica a saber o valor todo antes de decidir.
Com franqueza, e na hora. Se vir que o seu caso é para as minhas mãos, digo-lho e explico-lhe como decorre a primeira consulta e em que condições. Se não me parecer, digo-lho na mesma e indico-lhe o caminho que faz mais sentido — mesmo que isso signifique não ter consulta marcada comigo.
Nunca lhe vou dizer que consigo ajudar antes de perceber o suficiente para acreditar nisso.
Depois de termos falado, de eu perceber que provavelmente posso ajudar, e de você concordar com as condições, marcamos a primeira consulta — presencial no Parque das Nações, ou online.
Começa com perguntas. Muitas. A história de como isto apareceu, o que faz nos seus dias, como dorme, o que já tentou, o que lhe mete medo. Grande parte do raciocínio clínico da coluna faz-se aqui, antes de lhe tocar.
Depois testamos. Posições e movimentos específicos da coluna, em várias direções e repetidos, com atenção ao que acontece aos seus sintomas em cada um — se muda de sítio, se aumenta, se desaparece. Vou-lhe dizendo em voz alta o que estou a fazer e porquê, para que acompanhe o raciocínio em tempo real.
E no fim de cada teste, digo-lhe o que aquilo me disse. A consulta não é uma caixa fechada com um veredicto no fim.
Antes de cada teste digo-lhe também o que espero que aconteça — o que seria um bom sinal e o que seria um sinal menos bom. É para que consiga interpretar a sua própria resposta, em vez de ficar à espera que eu lhe diga se correu bem.
No fim explico-lhe o que, à partida, poderá estar por trás do que sente, e o que é razoável esperar nos próximos tempos — incluindo o que pode acontecer nos dias a seguir e como reagir se acontecer.
Digo-lhe também o que pode mudar no seu dia a dia já a partir de hoje, e prescrevo-lhe movimento para fazer em casa. Habitualmente um exercício específico — não uma lista infindável deles — com o detalhe que importa: quantas vezes, com que amplitude, e o que deve sentir. E se entre consultas for preciso ajustá-lo, ajustamos: isso fazemos pelo WhatsApp.
Esse trabalho de casa é o que assegura a melhoria entre as consultas. E se houver uma consulta seguinte, é o que faz com que chegue lá tão bem como saiu da última — ou, se possível, ainda melhor.
Mas o objetivo de fundo de tudo isto é outro, e é aqui que ponho o pé com mais firmeza: que consiga ler o que o seu corpo lhe diz quando eu não estiver ao seu lado. Que perceba, em casa e sem eu estar presente, se o que sentiu num movimento é sinal de que vai por um bom caminho, ou de que é melhor não insistir naquela direção. Essa capacidade vale mais do que qualquer técnica que eu lhe aplique dentro da consulta.
O foco da primeira consulta é apenas a primeira consulta. Se fizer sentido um tratamento, isso é algo que se vê depois.
Com a avaliação feita, tenho finalmente informação real para lhe dizer se acho que devemos continuar. Se sim, apresento-lhe as opções: consulta avulsa ou um plano de consultas, que reduz o valor de cada uma.
Recomendo-lhe aquilo que a minha experiência clínica me diz ser mais indicado para uma situação como a sua. É sempre uma aproximação — não existe forma honesta de prever quanto tempo demora uma recuperação, e ajustamos à sua realidade à medida que formos vendo o que muda.
E uma nota sobre o valor: o que paga é o tempo e o trabalho clínico de cada consulta. Nunca o resultado — nem seria legítimo cobrar de outra maneira.
Ficamos em contacto por WhatsApp. Se o exercício precisar de ser ajustado antes da próxima consulta, ajusta-se. Se aparecer uma dúvida, uma dor nova ou simplesmente um dia mau, quero saber — não é incómodo nenhum, é informação clínica útil que me ajuda a decidir o passo seguinte.
Digo isto a toda a gente que atendo, e digo-o a sério: pode escrever-me a qualquer hora, incluindo ao domingo, em feriado, no Natal ou no Ano Novo. Prefiro mil vezes receber uma mensagem sua do que descobrir, semanas depois, que passou por um mau período e não me disse nada para não me chatear.
Em contrapartida, peço-lhe uma coisa: paciência com o tempo de resposta. Entre as dez da noite e as sete da manhã o meu telemóvel não toca, não vibra e não acende — ninguém me incomoda a essa hora, e a mensagem fica simplesmente à espera. Durante o dia posso estar a atender outra pessoa. Mas acabo sempre por responder.
Mande a mensagem e aguarde um bocadinho. É esse o acordo, e funciona bem.
Escolha a modalidade para ver o que é igual e o que é diferente.
Num gabinete meu no Parque das Nações — Av. Dom João II 19, Piso 0, 1990-078 Lisboa. Fica a poucos minutos a pé do metro, do comboio e dos autocarros, e há estacionamento pago na rua, mais barato no Passeio do Báltico do que na avenida, e parques cobertos junto à estação nas imediações.
Roupa confortável que lhe permita mexer-se. E se tiver exames, traga-os consigo também — mas não vá fazer nenhum só por causa da consulta.
Posso usar as mãos: avaliar articulação a articulação, testar respostas, e aplicar terapia manual quando assim se justificar.
Por videochamada, de onde estiver — telemóvel, tablet ou computador, com internet. Precisa de um espaço onde se consiga deitar: o chão é o ideal, mas a cama também serve. Tenha à mão duas ou três almofadas e uma cadeira por perto. É tudo.
Roupa confortável, boa luz, e o aparelho apoiado de forma a apanhar-lhe o corpo inteiro. Se tiver relatórios de exames, tenha-os à mão — ou envie-mos antes pelo WhatsApp.
Uma coisa só: não toco com as mãos. Guio os testes, explico e mostro como se faz, você repete, e vai-me dizendo o que sente à medida que lhe pergunto. Se a certa altura achar que o seu caso precisa de exame presencial, digo-lho em vez de continuarmos.
Na primeira consulta, sempre que é possível, não lhe ponho as mãos. Não é falta de vontade — é método. Se eu testar movimentos e aplicar terapia manual na mesma consulta, e você melhorar, fico sem saber o que é que resultou.
E se piorar umas horas depois, fico sem saber porquê: foi o movimento que fez? foi o que eu fiz com as mãos? ou era o que se esperava que acontecesse de qualquer maneira?
É também por isso que digo a muita gente que a primeira consulta não perde nada em ser feita online.
Não precisa de escrever um relatório. Duas ou três linhas — o que dói, há quanto tempo, e o que já tentou. Eu levo a conversa a partir daí.
Olá, FT Mário. Encontrei a sua página online e tenho interesse em fazer uma consulta consigo. Pode ajudar-me?
Ao carregar no botão, o WhatsApp abre com este texto já escrito. Só tem de enviar — e a partir daí conta-me o que quiser.